Sala de estar luminosa e arrumada, pronta para fotografia de anúncio imobiliário

Preparar a casa para as fotografias do anúncio

Há muitos anos, as casas vendiam-se com pastas. O consultor imobiliário abria uma pasta com fotografias impressas, o cliente folheava, escolhia duas ou três e só depois marcava visita.

Hoje abre-se o telemóvel e aparecem milhares de casas. Ninguém folheia nada. As pessoas passam o dedo, param numa fotografia que lhes diz alguma coisa e só então decidem se querem ver mais. Costumo dizer que as pessoas visitam a casa primeiro através das fotografias. Se as fotografias não forem apelativas, a visita nunca chega a acontecer.

E isto muda tudo para quem quer vender.

A história do anúncio que não vendia

Há uns tempos, preparei um imóvel com home staging para um consultor imobiliário, que é também meu amigo. O imóvel estava bem, com um preço certo e um home staging bem feito. Tudo apontava para uma venda tranquila.

Antes de terminar, pedi-lhe uma coisa: “Quando tirares as fotografias, manda-mas para eu ver. Não te cobro nada por isso, é só para garantir que está tudo certo.” Ele disse que sim. Passou uma semana, passaram duas. Nada.

Quase quatro meses depois, o imóvel continuava sem propostas. Fiquei com aquela sensação de que havia ali qualquer coisa que não batia certo e pedi o link do anúncio.

Quando o abri, percebi logo. A fotografia de capa não era a sala. Era a fachada do prédio ainda em obras, de quando o edifício estava em construção. As restantes fotografias eram uma mistura: umas com o imóvel vazio, outras com o home staging, e nenhuma muito boa.

Seis meses depois, nem sequer havia anúncio nos portais. O imóvel estava apenas no site da imobiliária, que praticamente ninguém visitava. Não aparecia no Idealista, nem no Imovirtual, nem no Casa Sapo, nem no Supercasa.

A moral é simples, e é uma das que mais repito: o home staging não funciona só nas visitas. Funciona nas visitas, claro, mas só chega lá se as fotografias do anúncio estiverem à altura. O que fazemos dentro da casa (o marketing interno) tem de estar em consonância com o que se mostra cá fora (o marketing externo: fotografia, anúncio, divulgação). As duas coisas têm de falar a mesma língua.

O que o fotógrafo não sabe (e porque deve ajudá-lo)

Contratar um fotógrafo é essencial, mas há um pormenor que muita gente ignora: o fotógrafo não sabe o que nós queremos mostrar.

Ele sabe fazer linhas direitas, equilibrar o chão e o teto, e tirar de um canto para mostrar o máximo de espaço. É formação técnica importante. Mas não sabe qual é o ponto forte daquela casa, nem de onde se vê melhor a sala, nem qual é a primeira imagem que deve aparecer.

Por isso, nos meus projetos, quando faz sentido, acompanho a sessão fotográfica e vou dizendo: “Daqui quero a fotografia. E daqui. E daqui.” É isso que faz a casa passar da fotografia para a visita.

As fotografias são a primeira visita. Se forem boas, a casa ganha visitas. Se forem fracas, o melhor home staging do mundo fica por ver.

Se vai vender a sua casa e quer ter a certeza de que tudo está alinhado, do home staging ao anúncio, posso ajudar. Dependendo do projeto, acompanho a preparação da casa e a sessão fotográfica para que tudo esteja pensado para o mesmo objetivo: levar mais pessoas a visitar e a apaixonar-se.

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Se ainda está a decidir se deve preparar a casa, leia devo preparar a minha casa antes de vender?. Para perceber o impacto do home staging na rapidez da venda, veja o home staging ajuda mesmo a vender a casa mais depressa?. Todos os serviços estão em Serviços.

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